
Estudantes e profissionais da saúde se reuniram na manhã desta terça-feira (9) para protestar contra o Projeto de Lei 7703/2006, conhecido como “Ato Médico”. Eles se instalaram nas laterais da Avenida Agamenon Magalhães para exibir faixas e distribuir panfletos, enquanto um carro de som convocava a população para debater a peça, já encaminhada ao Senado Federal. O protesto fez parte de uma programação nacional que reuniu manifestações de conselhos regionais de todos os Estados brasileiros contra a medida.
O texto, que regulamenta a profissão médica, prevê que a prescrição de tratamentos e medicamentos sejam responsabilidade exclusiva destes profissionais. “Na prática, psicólogos, fisioterapeutas, educadores físicos e outros especialistas não teriam autonomia na condução dos tratamentos de seus pacientes. Como se uma só profissão pudesse atender a todas as necessidades da população”, prevê a integrante do Conselho Regional de Psicologia, Vilma Dornelas.
Para a representante do Conselho Regional de Serviço Social, Cristina Carvalho, a população é quem vai sentir os efeitos caso essa decisão seja aprovada no Senado. “Isso só traz uma ingerência na autonomia desses profissionais e segue na contramão da história. O resultado, no fim, será o encarecimento dos planos de saúde. Isso porque serão necessários cada vez mais médicos para que o paciente seja encaminhado a uma clínica de determinada especialidade, caminho que hoje ele trilha sozinho”, avalia.
De acordo com a presidenta do Conselho de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Luciana Maranhão, o protesto não é contra os médicos, mas contra uma resolução que “só tende a burocratizar o já complicado sistema de saúde do país”.
Por Ed Wanderley, da redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR