O mundo aproveitou o ano de 2010 para relembrar a música do compositor polonês Frédéric Chopin e do alemão Robert Alexander Schumann. Devido às comemorações pelo bicentenário de nascimento de ambos, a obra desses dois nomes que marcaram a música romântica tem ecoado e diversas partes do globo terrestre. A partir deste sábado (31), o Recife também entra no circuito das homenagens com o início do Festival Chopin/Schumann 200 anos.
Com produção executiva da Paulo de Castro Produções, a proposta dos dois foi abraçada pelo patrocínio do Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) e apoio da Prefeitura do Recife e da UFPE. Serão 14 dias de concertos com entradas gratuitas, distribuídas uma hora e meia antes de cada recital na bilheteria do Teatro de Santa Isabel, que abriga o festival do dia 31 de julho a 4 de agosto. Após uma pausa, o evento retomada sua segunda parte no Teatro da UFPE, entre os dias 12 e 22 de agosto, e volta ao Santa Isabel para o encerramento no dia 23. Durante esse intervalo de tempo, o público poderá conferir a uma seleção do que há de melhor na obra dos dois compositores.
Para executar as principais peças compostas por Chopin e Schumann, foram convocados alguns dos grandes nomes da música erudita pernambucana e de revelações promissoras do circuito local. "Tivemos a preocupação de abrir espaço para os mais novos, é importante que eles possam mostrar do que são capazes", aponta o pianista, que vai executar seis peças de Chopin e três de Schumann, incluindo Cenas infantis Op. 15.
Ao todo, o evento colocará no palco 28 solistas mais os 80 componentes da Orquestra Jovem do Conservatório Pernambucano de Música, que será regida pelo maestro convidado Lanfranco Marcelletti no encerramento. Como a obra de ambos é mais voltada para criações no piano, a maior parte do corpo de músicos é composta por pianistas, 17 no total. Entre eles estão Ana Lúcia Altino (Virtuosi), Antônio Nigro (professor de piano no Conservatório G. F. Händel na Alemanha) e Maria Clara Fernandes (que mora na Áustria para uma temporada de estudos na Escola Superior de Música de Viena).
Programa - A partir dessas definições, o programa foi montado tentando mesclar nas sessões as peculiaridades de cada artista. "Eles tinham personalidades diferentes e isso se reflete na música. Schumann não gostava muito dos costumes da sociedade, então sua música é mais profunda, difícil de ser assimilada. Enquanto a de Chopin é mais luminosa, mais palatável, voltado para o salão", compara Mello. "A programação ficou bem estruturada, não é muito fácil encontrar um programa tão equilibrado envolvendo as obras dos dois. Onde aparecia obras mais pesadas de Schumann, a gente mesclou com outras mais leves de Chopin", completa.
Veja programação deste final de semana
Teatro de Santa Isabel
Sábado (31), 18h
Duoarte - Isaac Duarte (oboé, oboé d‘Amore, corne inglês) e Mônica Duarte (piano): Três Romances op. 94, Três Canções Escolhidas e Peças de Fantasia op.73, de Schumann
Gilson Cornélio (violino) e Elyanna Caldas (piano): Sonata op.105 em lá menor de Schumann
Maria Clara Fernandes (piano): Polonaise Fantaisie op. 61 de Chopin
Domingo (1º), 18h
Thaissa Santiago (piano): Sonata op.22 em sol menor de Schumann
Stefanie Freitas (piano): Três Romances op. 28 de Schumann e Sonata op. 35 n 2 em si bemol menor de Chopin
Segunda (2), 19h30
Gabriella Pace (soprano), Adriana Clis (mezzo-soprano) e Gilberto Tinette (piano): Oito Canções Polonesas Opus 74 e Noturno op. 48 nº1 de Chopin, e Myrthen, Op. 25, Liederkreis, Op.39, Frauenliebe Und Leben, Op. 42, Op. 25, Novellette, Op. 21 nº 1 de Schumann
Confira outros shows em cartaz.
Da redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR, com informações do repórter Thiago Corrêa