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30/07/2010 | 14h19  |  Efeito cascata

Em 15 dias, PM do Rio de Janeiro recebe três denúncias de corrupção policial


A Corregedoria da Polícia Militar do Rio de Janeiro está investigando o envolvimento de três policiais militares na morte de dois homens por overdose. Os PMs teriam forçado as vítimas a beberem água misturada com cocaína. A denúncia foi feita por um outro homem que também foi obrigado a beber a solução na noite de ontem (29) e sobreviveu.

Em 15 dias, esse é o terceiro caso de denúncia de desvio de conduta na corporação. No episódio de atropelamento do jovem Rafael Mascarenhas, que andava de skate dentro do túnel acústico Zuzu Angel, dois policiais militares teriam pedido propina para liberar o motorista que atropelou o rapaz. A outra denúncia foi feita por um jovem que disse ter sido espancado por policiais ao se negar a pagar uma quantia pedida por eles para liberar o carro que estava com a documentação vencida. Nas três situações, os policiais envolvidos negam as denúncias.

O porta-voz da PM do Rio, capitão Ivan Blaz, afirmou que todas as denúncias de má conduta de policiais são apuradas pela Corregedoria e pela Delegacia de Polícia Judiciária Militar. Se a corrupção for comprovada, os policiais podem ser punidos com a expulsão da corporação.

“É determinação do Comando Geral que toda denúncia seja apurada com detalhes. As corregedorias e as delegacias de Polícia Judiciária Militar têm atuado constantemente na recepção de denúncias contra policiais. E, acima de tudo, atuado no campo da internet, democratizando esse acesso da população na página da nossa corregedoria interna. O maior interessado nesses fatos é o bom policial, o que zela por sua conduta”, disse o porta-voz da Polícia Militar.

As denúncias sobre má conduta de policiais também podem ser feitas pelo Disque-Denúncia (2253-1177). A coordenação do serviço, no entanto, não informou a quantidade de reclamações feitas nos últimos meses. A assessoria do Disque-Denúncia se limitou a dizer que, em função de sua parceria com a Polícia Militar, os registros são encaminhados diretamente para a corporação e não podem ser divulgados.

Da Agência Brasil




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